quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Novas técnicas abrem possibilidade de transplante de medula óssea em idosos




Mudança do perfil do transplantado se deve à descoberta de novas drogas e à evolução de técnicas médicas de outras instâncias para fazer os assentamentos.



A descoberta de novas drogas e a evolução de técnicas médicas têm mudado o perfil dos pacientes que recebem transplante de medula óssea de doador – aparentado ou não. Há 15 anos, por conta dos riscos, pessoas com mais de 55 anos não eram submetidas ao procedimento. Hoje, hospitais particulares e universitários já fazem o transplante naqueles com mais de 70 anos. A mudança no perfil do transplantado foi um dos temas do 16.º Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), no mês passado.


Dois estudos recentes dão esperanças às pessoas com mais de 70 anos que precisam de transplante de medula óssea de um doador, os chamados transplantes alogênicos. Um deles foi o levantamento feito pelo Registro Internacional de Transplante de Medula Óssea (CIBMTR, na sigla em inglês), com base em outras pesquisas, que encontrou resultados similares em pacientes jovens e idosos para o chamado transplante não mieloablativo – isso quer dizer que a medula óssea do paciente não precisou ser bombardeada por altas doses de radioterapia ou químio.

“Os médicos chegaram à conclusão de que nem sempre é necessário. Pode-se dar menor dose de químio ou de rádio, só para permitir que a célula do doador seja enxertada no paciente. Essa célula é capaz de fazer algumas reações imunológicas e lutar contra a doença, como, por exemplo, a leucemia”, explica Nelson Hamershlack, hemoterapeuta do Hospital Israelita Albert Einstein e sócio fundador da SBMTO.
Essa é uma das técnicas utilizadas no Hospital Universitário da Unicamp. “Ela reduz de maneira importante a toxicidade do procedimento. É uma técnica consolidada no mundo inteiro e no Brasil e permitiu que pessoas mais combalidas fizessem o transplante”, afirma o onco-hematologista Carmino Antonio de Souza, presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

Outro estudo foi feito em parceria pelo MD Anderson Cancer Center, no Texas, e o Einstein. Nesse caso, foram analisados 79 pacientes, com idades entre 55 e 76 anos, que tiveram a medula suprimida (transplante mieloablativo) com medicamentos mais modernos e menos tóxicos. “Esse estudo mostrou que em pacientes sem doenças associadas, como diabetes, hipertensão, cardiopatias, os resultados também foram semelhantes aos dos mais jovens”, aponta Hamershlack. Dos pacientes, 71% tiveram remissão completa.
Expansão. Para o médico, os dois estudos “documentam” que o transplante alogênico é possível em pacientes mais velhos, dependendo do tipo de doença e a condição física. “Nosso pleito ao Ministério da Saúde é de expandir a idade dos pacientes. Há um envelhecimento da população por causa da melhor qualidade de vida. Nessa idade mais avançada, doenças como leucemia e síndrome mielodisplásica são mais prevalentes”, afirma o médico. “A SBTMO já chegou a um consenso. Há possibilidade de expandir a idade do paciente, em vez de privá-lo dessa solução terapêutica importante.”
Hoje, a portaria ministerial estabelece que o Sistema Único de Saúde (SUS) reembolsa gastos com transplantes autólogos (em que são usadas as células-tronco do próprio paciente) em pessoas com até 75 anos; transplante de doador aparentado, com supressão da medula, para aqueles com até 65, e até 60 anos para transplante com doador não aparentado.
“Uma regra dessa acabaria com a possibilidade de o meu pai nascer de novo”, resume o advogado Diego Nicolau Rodriguez, de 29 anos, filho do cirurgião cardiovascular Antonio Rodriguez Souza, de 74 anos, que recebeu a infusão de células-tronco da irmã, de 82, no mês passado.
O médico, que sofria de mielodisplasia – mal funcionamento da medula óssea, que leva à produção inadequada das células sanguíneas –, passou pelo procedimento no Einstein, em 1.º de agosto. Durante mais de ano, Souza foi tratado com medicamentos e transfusões de sangue, até que o estado de saúde se agravou e o transplante se tornou a única alternativa.
“Foi traumático, mas foi um sucesso. Mostra que uma pessoa mais velha pode tanto ser doadora como receptora. Meu pai já não tinha chance nenhuma. Agora, poderá ver o casamento da minha irmã, daqui a seis meses.”
(Fonte: Estadão/SP)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Transplante de Medula Óssea

No Brasil, a média de pessoas que necessitam de Transplante de Medula Óssea, hoje, gira em torno de 2.500 pessoas. Quando existe a indicação para esse procedimento, inicia-se uma corrida contra o tempo. Primeiro a pesquisa para localizar um doador compatível é iniciada na família, cuja probabilidade de sucesso é de 25%. Mais de 70% dos pacientes terão que recorrer ao Cadastro de Doadores Voluntários Não Aparentados. A partir desse momento a chance de encontrar uma medula compatível começa a se tornar mais difícil. No ano de 2009 o Brasil atingiu a marca de 1 milhão e 300 mil doadores cadastrados tornando-se assim o 3º maior banco de doadores voluntários do mundo. Em primeiro está os EUA seguido da Alemanha, em segundo. Todavia esse número aida é insuficiente para atender a demanda, pois a chance de se encontrar uma medula compatível entre doador e receptor pode chegar em 1 em 1 milhão.

Para se cadastrar como Doador Voluntário de Medula Óssea é preciso:

  • Dirigir-se ao Hemocentro mais próximo de seu domicílio
  • Ter entre 18 e 55 anos
  • Ter bom estado de Saúde
  • Colher uma amostra de sangue (4ml) para o exame de compatibilidade (HLA)
  • Fornecer os dados cadastrais, levar CPF e RG.

O que é medula óssea?

É a matriz do sangue, um tecido líquido e se localiza na parte interna dos ossos semelhante ao, popularmente conhecido, "tutano" do osso de boi. Na medula óssea estão às células-mãe responsáveis pela produção dos componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico é levado destas de volta para os pulmões, a fim de ser eliminado do organismo. Os leucócitos são agentes que cuidam do sistema de defesa do nosso organismo. As plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue. 


O que é transplante de medula óssea?

É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula. O transplante pode ser autogênico, quando a medula ou as células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico, quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo (doador). O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.


Quem necessita dessa doação?

Pessoas que possuem doenças que comprometam a produção de sangue pela medula, como leucemias e aplasia de medula óssea e crianças com algumas doenças genéticas.
Muitas vezes, estas pessoas, têm como única chance de vida receber um transplante de medula óssea.
Esse tipo de intervenção exige que doador e receptor tenham compatibilidade total (100%). 
Tendo em vista que a chance desse paciente encontrar um doador aparentado (dentro da família) ser de apenas 25%, a maioria dos transplantes ocorrem com doadores não-aparentados (70%). A partir desse momento a probabilidade de encontrar alguém compatível pode chegar a 1 em 100.000 e fora do país 1 em 1 milhão. No Brasil, esses doadores são encontrados no REDOME – Registro Nacional de Doadores de Medula. 
Quando não se encontra no país um doador 100% compatível é necessário recorrer-se aos bancos de doadores internacionais. Diferente do Brasil, em que 90% dos transplantes é coberto pela rede pública de saúde, os valores cobrados por esse transplante em alguns países, podem custar ao paciente até U$ 120.000,00.
Em 2009 o Brasil atingiu a meta estabelecida para 2011 pelo Ministério da Saúde de cadastrar 1 milhão de doadores voluntários, tornando-se o terceiro maior banco de doadores do mundo, porém esse número ainda é insuficiente para atender a demanda no país. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Detalhes sobre Câncer Infantil. Cuidados Necessários.


Cuidados de higiene corporal


É importante manter o ambiente doméstico bem limpo, principalmente o quarto onde a criança dorme e seus brinquedos.

Banho diário é fundamental, mesmo nos meses de inverno. 
Cuidados com os dentes são importantíssimos: todas as crianças devem visitar o dentista com freqüência e escovar os dentes pelo menos 3 vezes por dia, a não ser quando o médico solicitar o contrário, devido ao risco de sangramento. 
O consumo exagerado de balas e doces deve ser evitado.


Cuidado com os alimentos


Os alimentos devem ser preparados com o máximo de higiene, lavando-se muito bem as frutas e verduras.

É fundamental a lavagem cuidadosa das mãos antes de comer e antes de preparar as refeições. 


Cuidados com doenças transmissíveis


O paciente que recebe quimioterapia é geralmente mais sucetível às infecções, porque suas defesas podem estar alteradas, tanto pelo tratamento, quanto pela própria doença.

O contato com pessoas doentes ou gripadas deve ser evitado, assim como as aglomerações humanas em shopping centers, cinemas e igrejas, por exemplo.
É preciso extremo cuidado com pessoas contaminadas com varicela (catapora) e sarampo. Se isso ocorrer, a equipe médica deve ser avisada imediatamente.
Se a criança estiver freqüentando a escola, é importante alertar a professora para comunicar quando houver outras crianças doentes na sala de aula ou na escola.
Crianças em quimioterapia NÃO devem receber vacinas, a não ser sob orientação médica.

terça-feira, 3 de abril de 2012



Oi Pessoal!!
Estamos na Semana Santa. A Páscoa tem fundamental importância para os Cristãos pois significa Renascimento.

Em função da data,  estarei postando dois links que podem fazer "a" diferença na vida da gente:

http://www.abrale.org.br/docs/dodoi/

http://www.movimentocontraolinfoma.com.br/

E olhem que legal: o link abaixo é da empresa Make a Wish, que realizou em parceria com a ABRALE  o desejo de algumas crianças e adolescentes, em tratamento de doenças onco-hematológicas. Muito bacana!!

http://makeawish.org.br/

Uma Feliz Páscoa a todos. Que Jesus nunca deixe de ser uma esperança no coração de cada um de vocês.
Grande beijo!